quarta-feira, dezembro 07, 2005

Câmbio e juros

Assustou muito o anúncio de queda do PIB trimestral em cerca de 1,2%. Novamente, o coro da ala “desenvolvimentista” do governo se debate contra as políticas econômicas de Palocci. Rouseff, da Casa Civil, já se manifestara pouco tempo atrás. Agora, há as declarações de Furlan, da Indústria e Comércio, e de Mantega, do BNDES. As críticas desse pessoal estão, ao menos ultimamente, focadas em dois preços-chave da economia, a saber: a taxa de câmbio e a taxa de juros.

A taxa de câmbio valorizou-se continuamente. Estamos num patamar em torno de R$ 2,20, o que prejudica bastante a manutenção da renda das exportações. É sob o pretexto da concorrência com os chineses favorecidos pelo câmbio, por exemplo, que o diretor da Azaléia e ex-governador Antônio Britto anunciou o encerramento de suas atividades em São Sebastião do Caí. O problema do câmbio é muito sério para os exportadores: forte instabilidade cambial de curto prazo prejudica o fechamento de contratos. O governo deve intervir no câmbio?

A taxa de juros é outro ponto. O mainstream afirma que devemos separar fenômenos de curto prazo dos de longo prazo. O que é necessário para um crescimento sustentado no longo do tempo é a elevação do chamado PIB potencial, ou seja, aumento de produtividade (fatores reais). Considero ingenuidade, pelo menos por enquanto, pensar que longo prazo é apenas a soma dos curtos-prazos. Entretanto, não acredito que curto prazo nada tenha a ver com o longo prazo. Estarei indeciso e inconsistente teoricamente? Pode ser. Acredito que as taxas de juros poderiam baixar um pouco mais rapidamente, ao menos para não ficarmos abaixo do PIB potencial.

É necessário, na minha opinião, uma redução um pouco mais acelerada da taxa de juros e alguma intervenção no câmbio, para que este tenha alguma estabilidade. Contudo, surpreende o fôlego das exportações brasileiras. Provavelmente, essas medidas mais expansivas devem ocorrer ano que vem: um ciclo político na variável PIB deve vir por aí.

PS: Não vou entrar aqui em superávit primário: é um assunto deveras complicado. Até porque alguns dizem que não houve diminuição de gastos, mas aumento de tributação para manter o superávit. Já outros dizem que não temos mais infra-estrutura devido a isso... Enfim...

5 Comments:

Anonymous Rafael Vogel said...

Nossa, fazia um tempinho que alguém não escrevia nisso hein!?

Hmm, sobre o texto, eu acho que o Governo está influenciando a taxa de câmbio sim. Ele há pouco tempo voltou com os leilões de swap, e vem comprando dólares constantemente, isso fez as reservas internacionais aumentarem bastante neste último ano principalmente. É claro que isso parece não ser suficiente pra desvalorizar o real perante o dólar, mas pode estar impedindo uma maior queda.

1:49 AM  
Blogger Thomas H. Kang said...

é, ouvi falar tb de leilões de swap. Mais precisamente, vi a alguns dias o governo tentando fazer swap reverso sem conseguir impedir a queda do câmbio...

4:23 PM  
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